Estude nos Estados Unidos

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Gafe ou trapalhada?

Quem viaja e encara novos desafios, também está sujeito a desfechos como o vivido pelo student adviser, Bruno Gonçales :


"Ao descer o vulcão Mt Ngauruhoe no Tongariro National Park caí e ralei as pernas. Parei para descansar um pouco e quando tirei a mochila das costas e ficar mais aliviado, ela começou a rolar o vulcão.

A mochila fez uma curva à direita e "entrou nas nuvens". Me contentei que havia perdido a mochila, o passaporte e principalmente a carteira com dinheiro e cartão de crédito. Continuei a descida. Ao chegar ao pé do vulcão, achamos a mochila e havia dois zippers abertos. Fechei os zippers e comemorei.



Quando cheguei de volta ao hostel fui procurar o passaporte e vi que ele havia sido a única coisa a cair da mochila. Depois de um tempo assimilando, fiquei feliz que teria que ir Wellington, Capital do país.




Valeu a pena conhecer a cidade mesmo que tenha tido que correr atrás de documentos para renovar o passaporte. A grande lição que tirei dessa ''brincadeira'' foi que deve-se sempre andar com o passaporte junto ao corpo."


Gafes de Viagem - hora de lavar a roupa suja

Quer ver como intercâmbio também educa? Olha a história da Fernanda Lassala, hoje student adviser da Nova Zelândia Brasil:


"Quando fui para Nova Zelândia fiquei em casa de família (foto abaixo) durante três meses e adorei a experiência!



As minhas responsabilidades eram lavar a minha louça, arrumar o meu quarto e lavar as minhas roupas. Durante a semana toda juntava as minhas roupas sujas e sábado aproveitava o período da manhã para lavar e deixar secando as roupas no varal enquanto ia fazer algum passeio pela cidade.

Certo dia fui dormir e percebi que algo estava estranho mas não conseguia descobrir o que...
Foi então que me dei conta que apesar de já estar no país um pouco mais de 1 mês ainda não tinha lavado a roupa de cama!!!


Algo tão simples e rotineiro no dia- a -dia das tarefas de casa mas que pra mim não era nada automático já que na minha casa no Brasil nunca precisei me preocupar com isso.
No dia seguinte mesmo tirei toda roupa de cama (inclusive o edredon) e lavei!

Ufa, que alívio! Nessa noite pude até dormir melhor e ter ótimos sonhos! =)

Pois é ... para quem acha que fazer intercâmbio é moleza, não pode esquecer desses detalhes fundamentais! "





Passar vergonha também é aprender

Mais uma vez a student advisor Laís Oliveira fala sobre como são algumas experiências
de quem faz intercâmbio:
"Bom, todo mundo que realmente quer se aventurar em um país desconhecido, se comunicar mesmo sem saber o idioma muito bem acaba passando vergonha. ( o que é bom).

Passar vergonha faz parte do processo de aprendizado do inglês, It´s ok, I´s completly fine! Don´t worry about it! You will get there!

Eu estudava na Edenz Colleges em Auckland e no mesmo prédio da Edenz tem uma escola de cinema. Bom, como quase todo mundo sabe eu estudo teatro e cinema...


Eu lembro que nos intervalos das aulas de inglês eu ficava bem curiosa para ver as pessoas da escola de cinema, eu tinha curiosidade para saber sobre os curtas feitos na Nova Zelândia e tal. Eu lembro que os alunos de cinema tinham um visual muito legal, pessoas de diversas nacionalidades, a princípio eu não sabia se todos eles eram neozelandeses ou não, mal sabia eu que tinha gente do mundo todo naquela sala de aula.

Teve um dia que eu vi um movimento grande na sala, parecia que estava rolando um teste para algum filme. Ai eu pensei : Hum.. E se eu fizer o teste para o filme e passar? Vou ganhar uma grana legal fazendo o filme e depois vou ficar um tempo surfando pela a Nova Zelândia, vou conhecer a ilha sul. uuhuhuhuhuhuhu! Vamos que vamos!!

Bom, eu simplesmente não voltei para a aula de inglês depois do intervalo ( não façam isso) e apareci na sala do curso de cinema. Nem precisei bater a campanhia porque estava tudo aberto. Ai apareceu um cara, eu não sabia se ele era professor, aluno , diretor , palestrante. Eu apenas disse que eu era atriz no Brasil e que eu queria fazer o teste para o filme deles. O cara chamou várias pessoas: uma mulher de cabelo vermelho, um cara moreno e uns caras de chapéu com um estilo muito cool. Eles conversaram entre eles e um deles disse que eles teriam que conversar comigo sobre a minhe experiência, sobre os filmes que eu tinha feito e blá blá blá..

Até ai eu estava entendendo mas não com muita facilidade(lembrando que eu estava na turma básica)

Até que o diretor chamou o elevador e parecia que eu tinha que descer com ele( eu não entendi uma parte do que ele disse). Ai começou o problema ! Eu já não estava entendendo o que o tal diretor dizia, eu pescava algumas palavras mas ele estava empolgado ( eu deduzi que ele estava falando sobre o filme), o tal diretor começou a falar rapido e rapido e ai minhas bochechas ficaram vermelhas ( olha que eu sou morena), minha mão começou a suar frio ( eu pensei : Jesus Christ esse cara vai falar sobre o scripture do filme e vai perguntar o que eu acho e eu não entendo muito do que ele fala aaaaaaaaaaaaaaaa me tira daqui por favor)

Bom, quando eu percebi eu já estava em um coffee shop com o tal diretor, eu entendi que ele estava realmente procurando algém com o perfil da América do Sul e o resto...

No final das contas ele percebeu que eu não compreendia muito do que ele falava porque eu não parava de balaçar a cabeça e eventualmete eu não respondia as perguntas dele. Ele começou a ficar sem graça pela situação. Eu começei a gaguejar e ai eu disse que eu estava na turma iniciante de inglês mas que ele podia me contatar depois de uns 6 meses , hahahahahaha....

Bom, o conselho que eu dou para quem vai estudar inglês e tem o nivel básico é :

Não se precipite ! Não tente conseguir trabalhos sem dominar o idioma fluentemente.

Vale muito a pena passar um tempo apenas estudando porque se você não sabe o idioma , você apenas vai conseguir trabalhos braçais. E para se apaixonar pela cultura do país , vale a pena conseguir trabalhos que te proporcionam uma relação direta e comunicativa com as pessoas locais.

É claro que depois desse micão no encontro com o diretor eu nunca mais faltei aula e começei a estudar com muita intensidade! Depois de um tempo eu dominei melhor o idioma e consegui trabalhos. rs

Um abraço

Laís "

A arte de fazer um bom café

O nosso café brasileiro é mundialmente conhecido como um dos mais saborosos do mundo...

Quando cheguei na Nova Zelândia, há 4 anos atrás , coloquei meu currículo embaixo do braço e saí a procura de emprego. Comecei pelos bares, cafés e restaurantes. Em todos estes lugares, era sempre a mesma pergunta: Fernanda, você sabe fazer café? E eu prontamente respondia:

- Claro que eu sei !


Até que no último restaurante que fui naquele dia, o proprietário estava lá e resolveu me dar uma oportunidade: pediu que eu fizesse um capuccino com uma colher de açúcar, me lembro disso até hj !


Quando olhei pra a máquina de café, logo pensei: - E agora ?? Fiz o café, esquentei o leite, coloquei a colher de açúcar e entreguei a 'minha obra prima' para o dono do restaurante, quando ele olhou para mim e disse: - Esse é o pior café que eu já tomei mas gostei da tua iniciativa, o emprego é teu mas vou te ensinar como se faz um belo capuccino!! hehehe


Neste emprego tive a grande oportunidade de aprender a fazer todos os tipos de cafés e começar a minha experiência profissional na Nova Zelândia!


A dica que dou para aqueles que querem estudar e trabalhar fora, façam um curso de barista, se puderem !




Gafes de Viagem - lost in translation

Muito boa ! A Laís Oliveira se perdeu na tradução durante a aula de interpretação....

"Um micão que eu paguei, foi um da aula de atuação para TV. Eu estava tão empolgada na Nova Zelândia, eu fazia tudo que eu tinha muita vontade. Depois de apenas 3 meses estudando inglês eu resolvi fazer a matrícula em um curso de interpretação para cinema. Bom, não precisei fazer nehum teste para entrar no curso e pouco tive que falar.

Logo nos primeiros dias de aula, me toquei que eu não entedia muito bem o que o meus colegas de classe falavam comigo.

A professora estava dando uns exercícios de improvisação: Ela dava uma circunstância e pedia que os alunos fizessem uma cena usando as palavras que ela dizia. Uma vez ela disse a palavra "lust" (desire sexually) e eu não entendi o que isso significava.


Ela disse na frente de todo mundo. A turma estava cheia e é claro que essa palavra está no vocabulário de todo mundo que fala inglês. Imagina se em um curso no Brasil alguem falasse: não sei o que é "desejo" ! Tipo : O que é desejar ardentemente uma pessoa? Bom, eu fiquei sem graça de dizer que eu não sabia muito bem o que a palavra significava então eu disse : "tá tudo bem."

Na hora de fazer a cena, eu pensei que talvez eu não tivesse entendido o sotaque da professora e "lust" deveria ser "lost". Então eu fiz uma cena do tipo lost (perdida). Depois de 1 minuto de cena a professora perguntou : - Laís, você sabe o que é desejar com ardor? - Ãh ? Como ? eu disse.

Pela a cara de todo mundo eu entendi que eu não era para eu fazer cena de perdida. A professora fez caras e bocas pra me mostrar o que era " lust" ... rsrs. Eu sou morena e raramente fico vermelha mas naquele dia eu fiquei .

Depois daquele dia, todo mundo do curso percebeu que eu não entendia 100% do que eles diziam. O curso foi muito bom para aprimorar o meu inglês, sem dúvidas! Os atores falam bem rápido e usando gírias. Isso foi ótimo para o meu listening !"



Gafes de Viagem - do you want to drive?

A Fernanda Lassala conta como foi ser marinheira de primeira viagem:

"Quando fui pra Nova Zelândia cheguei ao aeroporto de Auckland cansada e um pouco perdida sem saber exatamente pra onde ir.
O jeito foi seguir o fluxo e chegar na imigração onde me perguntaram o que eu estava indo fazer no país.


Após tentar entender o que o agente falava e conseguir ajuda de outro brasileiro que estava na fila, respondi “I‘m going to study English”. Foi o suficiente para o meu passaporte ser carimbado com o visto para 3 meses. Estava feliz e aliviada de ter entrado na Nova Zelândia e faltava pegar as malas.



Com as malas no carrinho, saí pelo portão de desembarque onde havia um senhor aguardando por mim e consegui identificá-lo porque segurava uma placa com o meu nome.


Fomos até o carro dele, guardamos as malas e eu ia entrando no carro quando ele disse:


- Do you want to drive? Nossa! Me esqueci completamente que na Nova Zelândia é mão inglesa e estava entrando no lado do motorista !!!



Depois desse dia ainda demorei um pouco para me acostumar e ao atravessar a rua, na dúvida, olhava sempre para os dois lados... "

Gafes de Viagem - cumprimento Maori

A Fernanda Sica passou por essa :

"O conhecido aperto de mãos é bem diferente para os Maoris. Eles se cumprimentam encostando nariz com nariz, tipo beijinho de esquimó.

É claro que aconteceu comigo uma vez, um Maori (daqueles bem "típicos") veio me cumprimentar de acordo com a cultura deles e eu achei que ele queria me dar um beijo na boca! É lógico que eu me defendi pois tinha acabado de chegar no país e não tinha conhecimento das tradições Maoris.


Com certeza esse foi um dos momentos mais constrangedores da minha vida na Nova Zelândia".